Um
Artista em Potencial - Gil Vicente
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“Desenho
e pinto para elaborar melhor a minha relação
com o mundo” diz Gil Vicente. |
Gil
Vicente Vasconcelos de Oliveira nasceu em Recife, Pernambuco
e seu nome foi escolhido pelo avô materno João
Vasconcelos, escritor e crítico literário.
Desde pequeno esteve rodeado de artistas e escritores
que freqüentavam a sua casa e, assim, seus pais sempre
o incentivaram a desenvolver interesse por artes. A opção
pela pintura e pelo desenho surgiu de uma característica
de sua personalidade. “Sou plano. Penso
tudo bidimensionalmente. Por isso, considero
infinitas as possibilidades expressivas do gráfico
e do pictórico”. Segundo essa definição
própria e particular, Gil Vicente destaca que vive
pelo olhar e, assim, as questões plásticas
predominam sobre o conceito de seu trabalho. A propósito,
o artista encontrou uma boa definição sobre
o que a pintura significa para ele com a sentença
“A arte pode ser a elaboração de problemas
e suas possíveis soluções”.
O
contato com o meio artístico iniciou-se no período
entre 1972 e 1978, anos em que o artista praticou diversas
técnicas de desenho, pintura e gravura sob a orientação
de Thereza Carmem Diniz, na Escolinha de Arte do Recife.
Ainda nesse ambiente, Gil Vicente estudou gravura em metal
com José de Barros e, além disso, fez desenho
e pintura de observação nos ateliês
livres da Universidade de Pernambuco. Foi quando recebeu
o 1º Prêmio do Salão dos Novos no Museu
de Arte Contemporânea de Pernambuco e o 1º
Prêmio em Pintura no Salão de Artes Plásticas
de Pernambuco.
Unido
a outros artistas, participou da fundação
da oficina de Guaianases de Gravura (hoje integrada ao
Centro de Artes da UFPE) e produz litografias (gravação
sobre pedra calcária ou placa de metal). Foi no
ano de 1978 que Gil Vicente realizou sua primeira mostra
individual com pinturas, desenhos e gravuras na galeria
Abelardo Rodrigues de Recife. Fortemente influenciado
por artistas
pernambucanos,
ele conclui o ensino médio e passa a dedicar-se
exclusivamente às artes plásticas.Participa
do 3º Salão Nacional e também expõe
no Centro Cultural Cândido Mendes, no rio de Janeiro,
além de realizar outra exposição
individual no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco
no final da década de 1970. Segundo o próprio
Gil Vicente, os pintores que mais influenciaram –
de uma maneira geral – seu estilo foram Francisco
Brennand, Luciano Pinheiro e Sarnico (dentre outros artistas
pernambucanos). “Em destaque está José
Cláudio, mas quase toda a pintura do século
XX me tocou de alguma forma”, revela Gil.